Como defender a casa de um assaltante

Hoje vou tocar num assunto que eu considero de extrema importância nos dias de hoje… não vá o diabo tece-las…

Uma vez,

Disse à minha mãe que ia andar de bicicleta.
Ela disse: “Oh Inês, não é perigoso ires sozinha?!”
E eu, como filha exemplar que sou, disse: “heeei, que exageeeeeeero!”

Na verdade, era verão e provavelmente umas 3 da tarde.
E vá lá. É Chaves…

Pronto, lá fui eu, cheia de mim mesma, em direção ao centro.

NA VOLTA….

Cruzei-me com um homem que também estava a andar de bicicleta nos primeiros segundos achei mega engraçado e mega coincidência estarmos os dois a andar de bicicleta, no mesmo sítio.

Deixei de acreditar em coincidências quando, passados uns minutos ele continuava atrás de mim.

Borrei-me todinha.

Acelerei com tudo o que tinha, a pensar que o tinha despistado, e quando volto a olhar … lá estava ele.

Por mais novinha e inocente que fosse, eu sabia uma coisa: Não podia deixar que ele soubesse onde morava.

PLANO A – A morada falsa

O medo já se misturava um bocado com o sentimento de raiva/nojo. Sabia que havia um prédio antes da rua da minha casa e tentei o primeiro truque – Fiz de conta que ia para casa. –  Saí da bicicleta e simulei que estava a tocar à campainha.
O homem ficou parado a ver.
Mas eu  não conhecia ninguém naquele prédio e também não tinha muita coragem de pedir ajuda a outro estranho.
Fiquei tão fodida enervada que encarei o gajo nos olhos como quem diz “eu sei que me estás a seguir E NÃO ESTOU A GOSTAR” e fui para casa a pé a empurrar a bicicleta, a fazer tempo, de propósito.

O filho da p* continuava atrás.

A este ponto da história vocês pensam: “oh… era o pai dela. Ou um conhecido.” 
Pois. Também eu, na altura, me tentei mentalizar que fosse um amigo do meu pai.
Mas, até hoje, nunca houve comentários de uma amigo do meu pai que me tivesse seguido durante 2km tipo à violador de telheiras.

Entrei pelo portão, desci a rampa em direção ao alpendre.
Tremia por todos os lados.
Estava sozinha e ainda  não havia o vício do telemóvel.
Pousei a bicicleta. Obriguei-me a mim própria a olhar e virei-me. Lá estava ele, à cuca no portão.

PLANO B – A ameaça

Já não sabia se tinha mais medo do homem ou raiva. Subi as escadas para a porta traseira da minha casa, sabendo que a chave que eu tinha era a da porta da frente.
Foi um misto de emoções tão grande que me enervei toda. Desci as escadas, peguei numa vassoura que estava lá, virei-me para o homem e disse:

– PRECISA DE ALGUMA COISA?!

Assim, com a vassoura ao alto e aquela cara de má que usei muito até aos 16.

E o gajo foi embora.

PLANO C – O rescaldo

Mal entrei em casa, fechei tudo. Tranquei portas e janelas.
Deixei apenas a da sala aberta (virada para a entrada) para servir de trincheira e fui buscar a arma mais mortífera que EU tinha. O meu taco de basebol.
Liguei a uma amiga minha e ali ficamos as duas o resto do dia.

Nunca contei esta história aos meus pais.
Primeiro para não dar razão à minha mãe…
Segundo, porque tinha tudo controlado. 😎

Podem ter a certeza, se ele tivesse voltado a aparecer…

giphy.gif

 

Sabem do que é que eu tinha medo?

Que ele me entrasse em casa e me roubasse… a televisão. Upside-Down Face on Apple
É que o meu pai ia ficar mesmo triste…

Amelodramática.
Se queres um PLANO D, relê o texto A solução para TODOS os problemas. e dás cabo de qualquer perseguidor.

Ou então quando eu própria fui uma assaltante, clica em:  Quando fui apanhada a roubar

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