O meu 1º dia de Erasmus

foi muito “engraçado”.

Mas antes de avançar, já sabem que eu gosto de contar estas histórias mas, ao mesmo tempo, gosto que as pessoas percebam a merda que fiz para não fazerem igual.
Ou então façam, a mim que m’importa.

Para quem já fez Erasmus, pode ler e chorar comigo (seja por bons ou maus motivos, deixo em aberto).

Pode-se dizer que o dia começa quando entro no avião, certo?
O dia em que deixei tudo para trás e, ainda assim,  estava feliz, muito feliz.

Fazer Erasmus sempre foi um dos meus objetivos.
Aliás, quando estava no secundário, ainda não sabia para que curso queria ir mas já sabia que queria ir de Erasmus e, para Itália.

Antes desse dia há toda uma panóplia de histórias que virão mais pá frente.

Depois de passar a viagem toda colada ao vidro com um sorriso retardado na cara de quem nunca tinha andado de avião, aterramos.

janela_fotos

Notava-se muito que era a 1ª vez a andar de avião??

Eu e o António ( o meu compincha  da vida loka), levamos umas módicas malas que pesavam cerca de 900 Kg – cada uma.

Aterramos em Bérgamo porque a Inês Melo achava que ficava mais barato. A Inês Melo estava errada.


Erro nº 1 –  Escolher o aeroporto mais barato e não o mais próximo do destino

Na altura de vermos as passagens de avião, Bérgamo parecia uma excelente ideia, pois era o bilhete menos caro.  No entanto, Perugia (o destino final) ficava a mais de 400 km. Upside-Down Face on Apple

mapa

Se a Inês Melo não tivesse sido mão de vaca e tivesse comprado bilhetes para Roma, provavelmente, nada do que se vai passar a seguir teria acontecido.
Porém contudo, não haveria história para contar, num é?


Quando  estávamos à espera das malas, reparamos que  as rodinhas da mala do António tinham ido com o caralho desaparecido.

Erro nº 2 –  Não comprar daquelas malas todas xpto, à prova de bala.

Comecei a rir quando vi que as rodas estavam todas fodidas partidinhas. Mas quando me apercebi que o António iria ter de arrastar os 900 Kg, a vontade passou-me. Quando, finalmente saímos do mini aeroportozinho, achamos por bem ir ao shopping que estava do outro lado da estrada (literalmente), comprar uma mala nova.

Na verdade era uma autoestrada e por isso fomos perguntar a um taxista o preço. Quão caro poderia ser???

Não muito.

Não pouco.

30€!

Atravessar a rua.

Como não quisemos ser assaltados por um taxista, fomos a pé.

Depois de demasiado esforço e algumas bolhas nas mãos, chegamos ao shopping, arranjamos logo uma mala nova e deixamos a velha no caixote mais próximo.
Depois voltamos atrás para deixar a mala aberta, não fossemos acusados de terrorismo.

O shopping era mesmo grande e lindo. Com uma vista para umas montanhas tipo chocolate toblerone.
Finalmente, tudo iria correr bem.


Erro nº 3 Achar que por ser Erasmus que nada pode correr mal

Fomos comer qualquer coisa. Gesticulei o meu pedido porque a senhora que me atendeu não sabia inglês. Depois de ter o meu panini no prato pronto a ser devorado, reparei que ninguém naquele restaurante usava luvas. As mesmas mão mexiam no pão, nos bolos, nas bebidas, no dinheiro, etc, etc, etc.

Foi comer para esquecer.

Depois disto, apanhamos um autocarro para Bergamo. Sim, sem acento.
Aí, conhecemos a senhora mais simpática de Itália, a que nos vendeu os bilhetes. Se ela pudesse, faria como no filme Hostel e matava todos os turistas. Tenho a certeza. Mais uma vez, não sabia falar inglês.

Entramos no comboio.

Mas não saímos. A porta do comboio não abriu e ficamos ali parados, a olhar. À espera de quem não vinha (neste caso, abrir a porta).

Fomos parar à estação principal de Milão. Linda, impetuosa, mesmo jeitosinha para receber uma reclamação.


Erro nº 4 –  Continuar a achar que só o inglês chega

Meia hora a gesticular com 3 funcionário diferentes a tentar explicar que a porta do comboio não tinha aberto e que por isso tínhamos perdido o comboio seguinte.
O desespero foi tanto que nos deram dois bilhetes de comboio género alfa, só para nos calarem. Gostei.

A primeira e última pessoa que vimos a falar inglês foi o pica do alfa. 👌

Já era de noite quando trocamos para o último comboio.


Erro nº 4 – Achar que é uma boa altura para botar uma sesta

Adormecemos que nem duas Auroras.
Abri os olhos e vi a placa PERUGIA a passar.

Merda.

Pegamos nas tralhas todas à pressa e fomos em direção à porta.
E ela fechou-se. Upside-Down Face on Apple

Saímos na paragem seguinte, mega sombria em que a única coisa aberta que vimos foi um cafe/loja de conveniência de um chinês.

Ele não falava inglês, nos não entendiamos nenhuma das línguas dele.
Mas a verdade é que ele sacou do seu Iphone e chamou-nos um táxi.

Não vamos falar do preço do táxi. Ainda me dói.

 

Amelodramática.

 

 

 

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