O pato que ia morrendo afogado

É verdade, salvei um patinho bebé de se afogar.

Há quatro anos atrás (disse-me o google),

fui andar de bicicleta com o meu pai e o nosso primo. Era pleno Julho, uma tosta do caralho.

Metemo-nos por uns caminhos, pois os adultos achavam mais radical e mais diver ir para as aldeolas do que para a pedonal construída há pouco.

Numa dessas zonas havia um canal que para quem não sabe as paredes (ou bordas como preferirem) são inclinadas, daí o patinho não conseguir sair.

Eu e o meu primo decidimos ajudar o pato. O meu pai ficou de fora a agoirar e a dizer que nunca o iríamos tirar sem entrar lá dentro.

De facto, era uma bela de uma cena:

Eu de um lado a chamar o pato como se de um cão se tratasse, o meu primo do outro a tentar agarra-lo, o pato cansadinho da vida a fugir de dois atrasadinhos. O meu pai a rir.

ATÉ QUE

O meu primo a chapinhar de um lado e eu de braços abertos do outro, lá o agarrei por uma pata. Toma lá que já almoçaste Sr. Melo. 

Convenci o meu pai a ficar com ele (e estou a tentar lembrar-me como é que o consegui fazer) e batizei-o de César.

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“Coisa mais fofa da sua dona”, como costuma dizer a A Pipoca Mais Doce.

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O meu primo reivindicou que o pato deveria ter o seu nome, uma vez que também o ajudou a salvar.

Ficou então, César Aníbal. 

Pusemos o pato na t-shirt branca do seu padrinho Aníbal e levei-o preso na bicicleta.

Imaginem o pobre do pato a balançar de um lado para o outro na camisola, género cegonha, mas de bicicleta.

Um calor que não se podia e, para ajudar, perdemo-nos não sei quantas vezes.

O meu pai sentiu-se mal quando chegamos a casa, o pato borrou a t-shirt toda do Aníbal…
CONTUDO estávamos felizes e contentes com o novo membro.

Meti o César Aníbal numa banheira pequena e atirava-lhe com pão.

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Pelo menos, era o que via nos filmes.

Gostávamos tanto dele que, no Domingo seguinte, fomos para o rio de Segirei e levámos o César Aníbal.

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Mas ele cresceu. (sad face)

E tive de o levar para a casa da minha avó porque ela tinha um pátio grande o suficiente para o César Aníbal poder evacuar com regularidade.

 

Não comi pato durante os 3 anos seguintes.

O tempo (mais ou menos) da minha avó esvaziar a arca frigorífica.

 

A Melo Dramática.

 

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