O SEGREDO que os ofltalmologistas não querem que saibas

Olá! Prometi um post sobre uma história passada em Itália, eu sei. Mas teve de ser adiada porque tive contratempos com o conteúdo multimédia e ainda não tive grande disposição para arranjar uma solução… mas esta história é muito boa. Prometo. (mas agora é a sério)

Já algumas pessoas me têm vindo a perguntar o que vai acontecer quando as histórias acabarem. Às vezes, também penso nisso mas depois simplesmente respiro e as coisas acontecem-me. Acho mesmo (não me achem convencida) que há merdas que só me acontecem a mim.

Como alguns de vocês sabem, nestas “férias de verão” (lol, é mais férias da faculdade) tenho estado a trabalhar numa gráfica.
Entra de tudo pela porta. Entre penas, jogadores do Chaves, mulheres dos jogadores do Chaves, pessoas não tão fixes mas com pedidos interessantes, os meus favoritos são aqueles que estão de férias há duas semanas e vêm fazer a encomenda 1 dia antes de irem embora.

 

– Olá, bom dia. Diga 🙂

– Bom dia, é possível estampar a camisola do chaves com o nome e o número?

– É sim, para amanhã.

– Ai, não, não! Vamos embora hoje.

– Lamento mas para hoje é impossível. Já temos outras encomendas à espera e as máquinas têm temperturas difere…

– Pronto então, faça lá amanhã. A que horas venho levantar?

– Venha ao fim da tarde.

– Ai não! Vou embora amanhã à tarde!

🙂


 

Pai e filha vão à loja.

– Boa tarde. 🙂

– Olhe, o meu filho veio estampar aqui a camisola e ela ficou toda queimada.

– Deixe-me ver a camisola, por favor.

– Vê?! Está toda queimada! – Aponta para um quadrado amarelo nas costas  de uma camisola branca.

– Pois, mas isso é suor.

– Qual suor?! Isto é da máquina, da prensa!

– Sim, por estar suada quando a estampámos.

– Mas ela não estava usada! – Já a irritar-se.

– Mas as outras duas ficaram queimadas?

– Não, só esta. A máquina queimou esta!

Claro. A única, a exclusiva, a excepcional, a inigualável.

– Então e aquela mancha que tinha atrás, que parecia sangue? Na altura, o seu filho até perguntou se podia estampar…

– Ah, mas isso era um pingo de figo. – Diz a irmã que esteve presente no dia da encomenda.

Vai aos figos com uma camisola de 40€ mas vem reclamar que não foi usada. 👌

Mas nem tudo é mau!

Ontem, entrou uma senhora, já com uma certa idade e com a típica penugem facial para fazer uma réplica de um desdobrável.
Depois de falhar redondamente com a explicação de que não iria conseguir reproduzir tal e qual como era, tirei-lhe uma fotocópia em que o resultado foi pior que medíocre mas ela aceitou na mesma.

Estava a contar o troco quando ela pergunta:

– Menina, onde comprou esta pinça?

(breve explicação: as pinças são usadas para “despelicular” o material que vai ser estampado nas camisolas e outros objetos.)

– Foi aqui na farmácia do lado.

– É mesmo boa! Usei-a agora para tirar um pêlo.

O meu olhar levantou-se lentamente na direção da senhora. Evitei passar pelo queixo mas foi impossível. Assim como a tentativa de me rir com aquela informação dramática.

Não bastando,

A senhora, muito orgulhosa mostra-me o tal desdobrável do seu filho adorado e começa a ler o texto que estava lá.

Rezei para que não lesse todo. A loja fechava dali a 3 horas e não queria lá ficar.

A meio, a senhora pára de ler.

– Sabe como é que uma mulher com quase 80 anos consegue ler tão bem e sem óculos?

Voltei a olhar para a senhora e fiquei admirada porque, apesar do relvado, parecia muito mais nova.

– Vou-lhe dizer o truque menina. Aprendi-o num livro com quase 300 anos.

 

Caros leitores,

Estão prestes a descobrir a dica/tip da vossa vida. Impedir-vos-á de usar óculos fundo de garrafa, semi-cerrar os olhos para a pessoa ao fundo da rua, ser operado às cataratas, etc, etc, etc.

De nada.

 

– Olhe, cuspo para as mãos,

Estende as mãos para a frente e eu calculo que ela apenas simule o  escarro.

– grrrrashhhpp, grrrrashhhpp!

Calculo mal.

– e esfrego nos olhos.

E esfregou nos olhos.

Sorri para a senhora porque a senhora era simpática e estava a partilhar um segredo centenário comigo, sorri também porque  é o que eu faço quando fico desconfortável.

Não sabia o que me estava a acontecer.

Repetiu a explicação mais duas ou três vezes (a mim pareceram-me infinitas) e de todas as vezes, invocou à saliva mais profunda da sua gargante e disparou contra as mãos.

Duas vezes tive de me desviar para não levar por tabela.

Agradeci pela partilha, fui educada para agradecer quando as pessoas me ensinam alguma coisa. Mas não estava a conseguir lidar.

A senhora saiu da porta e eu decidi que, a partir de agora, ia usar óculos de proteção no trabalho.

 

A Melo Dramática.

 

 

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