A carta de despedida

Sinto que o post de hoje vai ser diferente. Um pouco mais íntimo, talvez.

É preciso uma certa coragem para escrever isto aqui, onde todos podem ler. Mas, de vez em quando, é bom escrever não só para ter muitas visualizações mas sim escrever o que se sente.
Talvez me ajude a seguir com a minha vida.

Clicar  ⤵ (antes de ler)

Em vez de colocar um quadrado preto no Facebook como forma de luto, deixo este bonito texto aqui.

Conheci-te há três anos. Confesso que foi amor à primeira vista. Quero dizer, devia ser amor porque, para mim, eras o mais bonito de todos no mundo (inteiro) e, além disso, foste o primeiro.

Não foi preciso perder-te para sempre para te valorizar. Eu adorava-te. Passámos tantos momentos juntos: Erasmus, Natais, aniversários, nunca me abandonaste.

Eras incansável comigo. (Às vezes eu conseguia deixar-te mesmo esgotado).

Sabias guardar segredos, não julgavas as minhas selfies narcisistas, deixavas-me ouvir a mesma música 50 mil vezes sem te passares comigo… Agradeço-te por isso tudo.

Obrigada por teres sido mais forte que eu. Às vezes, conseguia ser um pouco dura contigo e sei que te deixei várias marcas que te ficarão para sempre.

Houve uma vez que te magoei a sério. Nunca me vou perdoar por isso, apesar de tu o teres feito. Tentei concertar as coisas e não me saiu nada barato. Mas valorizei-te mais por isso, sabes? Tive mais cuidado, tentei proteger-te a ti e a nós.

Mas falhei e voltei a fazê-lo.

Toda a gente dizia para usar proteção.
“Sai caro”, pensava eu.
Agora, é tarde demais.

Quando as relações acabam, acho que o pior não é perdermos o outro, é perdermos a parte de nós que se vai com ele.

Tanta coisa que tu sabes sobre mim (e eu sobre ti), coisas que tu vais levar que eu nunca mais vou vi(ver).  Mas, desta vez, não vou tentar concertar. É preciso saber quando vale a pena investir ou não. E está na hora de seguir em frente, de te dar descanso e eu  de arranjar alguém que consiga satisfazer as minhas necessidades cada vez mais exigentes.

Já tenho um substituto mas é só para te esquecer, sabes? Nem gosto muito dele. Tu eras muuuito melhor.

“Não há amor como o primeiro”, isso não.

Nunca te esquecerei, meu One Plus 1.

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ps: se comprar o one plus 5, não é traição, pois não? É família…

ps2: não te preocupes, eu vou respeitar-te e dar um tempo antes do próximo. 64 dias está bom, não está?

 
Eternamente tua,

A Melo Dramática.

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