Uma Aventura… no Porto

O texto de hoje vai ser bastante diferente do habitual, isto, porque vai existir.

Vai também ser uma espécie de enigma para resolverem mentalmente enquanto leem. Porque foi como eu me senti assim que terminei o meu trabalho e tentei ir para o hotel.

PONTO DE SITUAÇÃO

Imaginem-se a sair do local de trabalho, sem bateria no telemóvel (sem bateria nível ponto de exclamação) e a tentarem encontrar o sítio onde vão dormir.

Decidi arriscar essa bateria e usar o google maps para descobrir o sítio.

8 min e cheguei.

Acontece que, era um apartamento que funcionava por códigos. Código para entrar no prédio, código para entrar no apartamento e código para entrar no quarto.
E onde estavam esses códigos?

Pois. No telemóvel.

Meti o código no prédio e não funcionava de maneira nenhuma. Decidi arriscar mais um pouco de bateria e liguei para o número da assistência.

Tudo bem, o nível de dificuldade aqui era baixo porque poderia sempre ir para um bar/café/restaurante e por carregar. Mas não. Arriscando sempre porque uma pessoa está é cansada e quer ir dormir.

Atenderam-me e disseram-me que estava NO OUTRO prédio. Havia dois.
Nada que não me surpreendesse vindo de mim.

Senti que a bateria não ia aguentar e decidi olhar para o email com os códigos e decorar com memória fotográfica. Estava muito YOLO nessa noite. Quem me conhece sabe que tenho memória de Dori.

Relembro: eram 3 códigos. Do prédio, do apartamento e do quarto.

Depois de tirar a “foto” visual aos códigos, o telemóvel desligou-se.

Toca procurar o prédio na rua do Bolhão.

Pedi ajuda a um senhor e a nossa senhora e lá achei.

Ainda não estava a panicar.

Meti o código do prédio.

Primeiro teste: done

Este também não podia falhar porque o inseri 300x no prédio errado.

Subo as escadas com a mala, porque o elevador estava avariado, e chego ao apartamento.

O milagre começa aqui.
Tinha de carregar nuns botões e rodar a maçaneta da porta como dizia no email.

Se me perguntassem o código, não saberia dizer em voz alta. Pensei que me tinha fodido lixado.
Mas decidi tentar… até porque um apartamento não deve ter código puk…

 

 

Acertei à-pri-mei-ra.

 

 

Tipo. Nem o meu cérebro soube como.

Mas, mal entrei, soube que não tinha decorado o código do quarto.
E lembrei-me que tampouco sabia o pin do telemóvel porque tinha pedido segunda via há pouco tempo (4 meses).

E agora? O pin para entrar no quarto estava no telemóvel. O pin para entrar no telemóvel estava em casa.

Como resolver??

Fui à procura do quarto com a firme certeza que ia resolver o caso como uma personagem de Uma Aventura.

Os quartos estavam identificados por nomes de instrumentos musicais. O meu era bateria. Isso também tinha decorado.

Na parede, ao lado da porta, tinha este objeto estranho não identificado.

CODIGO

QUE-MERDA-É-ESTA.

Depois de 5 segundos de autismo a olhar para aquilo, lá explorei que nem Dora e confirmei que se tratava do código. Mas este não era digital. Fazia lembrar os códigos das malas. Tentei por o primeiro código que me veio à cabeça… na esperança… mas nada. Já era sorte a mais.

Olhei à volta para ponderar as minhas hipóteses. Ouviam-se gemidos de mulheres, por isso, pedir ajuda a alguém, estava fora de questão. Não se interrompem estas coisas.

LEMBREI-ME que tinha trazido o pc.
Nunca o levo em viagens de trabalho porque raramente tenho tempo e energia para ele. Mas, desta vez, por sorte ou obra do destino, ou do meu anjo protetor, trouxe.

Abri a mala no meio do corredor e saquei-o.

Comecei a sentir que estava a ganhar.

PORÉM

Precisava de net para ir ao email ver o código do quarto.
E onde estava a pass da net?
No email, junto aos códigos.

Interromper o que quer que aquilo fosse para pedir a pass da net a um vizinho, continuava fora de questão.

Lembrei-me que a pass da net talvez pudesse estar na entrada do apartamento. Lá fui eu toda lançada e já meia tremida com medo. Procurei pelo papelinho pelas paredes do hall como se procurasse uma pista que me salvasse a vida.

E lá estava ele.

PASS: STAYINR7

Corri em direção ao pc, feliz da vida, com o ego a roçar a estratosfera e a ponderar adicionar “boas qualidades como detetive” no currículo.

Depois de aguardar que o pc atualizasse e arrancasse, liguei-me à net, fui ao email e dizia:

Quarto : Bateria
Código do cofre : 3129
Chave está dentro do cofre

E eu: Foda-se. Mas o cofre deve estar dentro do quarto (como nos hoteis).

Mistéerio da féeee

Tentei na mesma meter os números mas como era óbvio, nada aconteceu.

´CODIGO2

 

LÁ ME TOQUEI E FEZ-SE LUZ.

Aquilo tinha de ser um cofre e tinha de ter uma chave lá dentro.
Bem, não imaginam o filme para abrir o dito cujo.

Mas lá abriu.

Passada 1 hora, entrei no quarto.

Como disse um puto há tempos na televisão: “Estava em pânico mas ao mesmo tempo sentia-me calma”.

Senti que todos os episódios de CSI, Bando dos 4 e cenas, tinham valido a pena.

O quarto era uma merda mas pelo menos tinha um candeeiro fixe.

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É claro que ainda tinha de descobrir o pin do telemóvel.

Mandei mensagem ao meu irmão por facebook para ligar à minha mãe e pedir que fosse ver o pin à caixinha do telemóvel.

Moral da história:
Se tivesse os códigos todos escritos em papel, nada disto acontecia.
Nem este texto.

Para sempre,

Amelodramática.

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